sexta-feira, 25 de março de 2011

Paleta de Letras #2

A primeira das cores: O Azul
Quando criança, cada menino - e menina - do grupo tinha que adotar uma cor pra poder se identificar quando nas meninices na rua. E não valia cor repetida. Vermelho, amarelo, rosa, verde, não lembro se arriscavam o preto, acho que sim. E eu sempre terminava com o azul - mas não de mau gosto. Cresci assistindo aquele grupo de heróis de roupa colorida, os tais dos Power Rangers. E o azul era o sempre o segundo mais forte - ou eu achava que era. O vermelho, meu irmão sempre escolhia antes.

Mas eu gostava do azul. Dizia que era a cor do céu, que era bonita, que isso e aquilo. Depois de uns anos, já me achando crescidinho demais pra ficar de firula de cor preferida, abandonei o azul e fiquei um tempo sem preferência nenhuma.

Passou um, dois anos, e nada de cor - na verdade eu eu gostava da ponta rosa do cabelo da menininha, e só: no final foi só uma ponta de cabelo rosa e nada mais. Até que chegou um tempo que eu voltei com minha mania. Mas não era mais azul: era verde. Mas eu gostava mais daquele verde meio azulado, puxando às minhas origens.

Há mais ou menos um ano e meio atrás, enveredei por essa área do design, e novamente me descobri apaixonado pelo azul - tudo que tinha a cor agradava meus olhos. A esse ponto eu já tinha uma visão um pouco mais aguçada e já sabia que aquilo não era por conta simplesmente de eu achar bonito ou de ser a cor do céu, era um traço da minha personalidade. Só não sabia exatamente o que significava. Lendo um livro que comprei recentemente vi que o azul é uma cor que remete ao espiritual, ao emocional, à introspecção, à busca de pureza.
Hoje poderia dizer que não só gosto da cor azul, mas que vai além:

Eu sou azul.

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