terça-feira, 29 de março de 2011

Rodapé #5

Quando o coração ama é porque a mente insistiu em pensar.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Rodapé #4

Concluí que preciso aprender a fazer mais com menos.

sábado, 26 de março de 2011

Retalhos #3

- E se eu quiser saber do lado de dentro antes de entrar?
- Não há espaço pra janelas nessas portas, pequeno. O único modo de se ver o que é que há, é entrar e viver. Mas a escolha é única.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Retalhos #2

- E se eu tiver muitas portas a olhar?
- Repito: ficar parado olhando para uma porta - ou muitas delas - não vai levá-lo a lugar algum. Escolha uma só. E bata. Se não abrir, chute, arrombe. O importante é a decisão.

Janela Criativa #1

Der Blaue Reiter










  

 Kandinsky.

Paleta de Letras #2

A primeira das cores: O Azul
Quando criança, cada menino - e menina - do grupo tinha que adotar uma cor pra poder se identificar quando nas meninices na rua. E não valia cor repetida. Vermelho, amarelo, rosa, verde, não lembro se arriscavam o preto, acho que sim. E eu sempre terminava com o azul - mas não de mau gosto. Cresci assistindo aquele grupo de heróis de roupa colorida, os tais dos Power Rangers. E o azul era o sempre o segundo mais forte - ou eu achava que era. O vermelho, meu irmão sempre escolhia antes.

Mas eu gostava do azul. Dizia que era a cor do céu, que era bonita, que isso e aquilo. Depois de uns anos, já me achando crescidinho demais pra ficar de firula de cor preferida, abandonei o azul e fiquei um tempo sem preferência nenhuma.

Passou um, dois anos, e nada de cor - na verdade eu eu gostava da ponta rosa do cabelo da menininha, e só: no final foi só uma ponta de cabelo rosa e nada mais. Até que chegou um tempo que eu voltei com minha mania. Mas não era mais azul: era verde. Mas eu gostava mais daquele verde meio azulado, puxando às minhas origens.

Há mais ou menos um ano e meio atrás, enveredei por essa área do design, e novamente me descobri apaixonado pelo azul - tudo que tinha a cor agradava meus olhos. A esse ponto eu já tinha uma visão um pouco mais aguçada e já sabia que aquilo não era por conta simplesmente de eu achar bonito ou de ser a cor do céu, era um traço da minha personalidade. Só não sabia exatamente o que significava. Lendo um livro que comprei recentemente vi que o azul é uma cor que remete ao espiritual, ao emocional, à introspecção, à busca de pureza.
Hoje poderia dizer que não só gosto da cor azul, mas que vai além:

Eu sou azul.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Rodapé #3

Sonhei que acordava em 2047. Senti como se eu acordasse de um coma tarde demais pra voltar a viver.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Rodapé #2

Quando eu entrei no ônibus, meus fones tocavam Último Romance.

Rodapé #1

Talvez não tenha dado devida atenção à superlua do dia 19.

Paleta de Letras #1

Deixa desmoronar, se é o que pesa. Deixa ser real.
Continua sendo azul, mas dá chance ao amarelo.
Se deixa misturar, mas sem perder a essência.
Deixa entrar o magenta e o verde.
Aceita os intervalos, assim talvez volte a se sentir ausente da culpa.

Em resposta ao post Fim, no O Azul Violento.

Retalhos #1

- Ficando parado assim em frente à porta não vai fazê-la se abrir. No máximo vai ouvir gritos do lado de dentro, e quando entrar correndo pode ser tarde demais.

terça-feira, 8 de março de 2011

Bolha

Pouco a pouco aquilo que mal tinha foi sendo drenado, até que acabou por perder toda a sua capacidade de ainda tentar. Então o silêncio veio, veio o barulho da noite fria e nada. Veio o sol, o calor e tudo mais, veio a esperança e a luz no horizonte já parecia estar mais perto. Mas aquilo, ah... Foi perdido no caminho e talvez nunca mais volte.
Talvez ele nunca mais consiga falar tão pouco como conseguia antes. Mas antes conseguia.